Prefeitura de Nazaré da Mata anuncia homenageados do Carnaval 2026

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Publicado em 12 de fevereiro de 2026, por Ascom . | Categoria: Carnaval 2026

A Prefeitura de Nazaré da Mata divulgou os homenageados do Carnaval 2026, reafirmando a tradição de transformar a festa em um momento de celebração e também de reconhecimento público. A escolha foi construída a partir de sugestões da própria população, valorizando pessoas que dedicaram suas vidas à cultura popular e ajudaram a fortalecer a identidade do município.

Neste ano, quatro nomes representam memória, resistência e compromisso com a tradição: Dona Sebastiana, Zeca Gonguezeiro (in memoriam), Terezinha do Jacaré e Maria Candinha (in memoriam). As mulheres são maioria na lista, evidenciando o protagonismo feminino na construção da história cultural de Nazaré da Mata.

Sebastiana Maria da Silva, 76 anos, é reconhecida como madrinha espiritual dos maracatuzeiros e guardiã dos saberes do Maracatu de Baque Solto na Zona da Mata Norte. Natural de Nazaré da Mata, construiu sua trajetória em meio à cultura do engenho e à tradição popular, mantendo forte vínculo afetivo com o município. No maracatu, foi baiana, dama de paço, diretora e tornou-se madrinha espiritual, assumindo papel simbólico de proteção e cuidado. Mãe, avó e referência comunitária, atua na transmissão de valores, fé e tradição entre gerações. Sua trajetória fortalece a preservação dessa manifestação cultural em Pernambuco.

José Severino dos Santos, conhecido como Zeca do Gonguê, faleceu aos 62 anos e deixou contribuição marcante para o maracatu. Criador do reboado do gonguê, era reconhecido pelo domínio dos diversos instrumentos da tradição. Sua última apresentação foi com o Maracatu Estrela de Condado, em 2025. Ao longo da vida, passou por praticamente todos os maracatus de Nazaré da Mata, tocando por muitos anos ao lado de Siba. Além da música, trabalhava como encanador e deixou quatro filhos, sendo um deles ligado à tradição do maracatu. Seu legado permanece vivo no som que ecoa nos cortejos e nos polos da festa.

No ano em que o Bloco do Jacaré celebra 70 anos de história, Terezinha é reconhecida pela dedicação à cultura local. Sua presença constante, o carinho com a brincadeira e o compromisso com a tradição transformaram seu nome em referência dentro do bloco. Ao longo do tempo, ajudou a manter viva a identidade da agremiação e a fortalecer o vínculo com a comunidade. Terezinha representa a memória viva do Jacaré e o orgulho do povo nazareno.

Maria Candinha iniciou sua participação no maracatu entre as décadas de 1950 e 1990. Mesmo tendo se afastado por motivos de saúde, permanece como símbolo de memória, afeto e tradição. Se estivesse viva hoje, teria 109 anos, deixando marcada sua importância na história cultural da comunidade.

 


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